REVITALIZAÇÃO DA HIDROVIA DO RIO ITAJAÍ-AÇÚ

Uso da "Prainha" em Blumenau no final do século XIX.


OBJETIVOS:

1. Propor o uso comercial e recreacional do Rio Itjaí-Açú;
2. Incentivar o uso recreacional;
3. Incentivar o uso comercial para ajudar a desafogar o trânsito da parte navegável.
4. Incentivar o turismo de aventura;
5. Fomentar novos nichos comerciais ao longo da hidrovia;
6. Criação de infra-estrutura ao longo da hidrovia para alimentação, hospedagem e abastecimento;
7. Propor uma gestão compartilhada da manutenção da hidrovia entre os municípios beneficiados. 


1.1. Introdução: O Uso dos Rios

Os rios, ou cursos fluviais, sempre foram, e são até hoje, um dos mais
importantes recursos para a sobrevivência da humanidade.
A hidrosfera corresponde a camada líquida que envolve a superfície do
planeta. Os rios, ou cursos fluviais, sempre foram, e são até hoje, um dos mais
importantes recursos para a sobrevivência da humanidade. São eles que nos
fornecem grande parte da água que consumimos, que usamos para produzir nossos
alimentos, de que necessitamos para nossa higiene e que utilizamos para irrigar o
solo das áreas agrícolas.
Além disso, os rios também são muito importantes pelo fato de serem usados,
em várias regiões, como vias naturais de circulação, ao longo das quais as
embarcações se deslocam transportando mercadorias e pessoas. Também são
utilizados na produção de energia hidrelétrica, sem esquecer da importância que
têm pela exploração da pesca como fonte de alimentos.
Um rio pode se originar das mais diversas formas, porém a mais comum -
aquela que caracteriza a maior parte da hidrografia planetária - é a que faz com que
o rio se forme a partir de uma sucessão de fenómenos e de contínuas
transformações ocorridas na natureza, que caracterizam o chamado ciclo da água.
Os rios são correntes volumosas de água que se deslocam na superfície
terrestre, por meio de canais permanentes e com rumo definido, sempre das áreas
mais elevadas para as menos elevadas. Seu destino final pode ser o oceano, um
outro rio, ou até mesmo um lago.
As características naturais do Brasil, especialmente aquelas relacionadas com
a sua paisagem climática, acabam por favorecer a presença de uma enorme riqueza
hidrográfica. O fato de nosso país estar localizado, em mais de 90%, na faixa
intertropical do globo, resulta na predominância de climas quentes e úmidos que,
associados à existência de um extenso litoral e a atuação constante de massas
oceânicas úmidas, acentuam a ocorrência de precipitações intensas (pelo menos
em parte do ano) em uma grande porção do território nacional.
Estes grandes volumes de água geram uma “bacia hidrogáfica” que é a área
ou região de drenagem de um rio principal e seus afluentes. É a porção do espaço
em que as águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas ou de outros rios
escoam em direção a um determinado curso d'água, abastecendo-o.
A bacia hidrográfica do rio Itajaí é a mais extensa da vertente atlântica no
Estado de Santa Catarina, sendo o rio Itajaí-Açu o mais importante desta bacia. Ela
compreende uma área de 15.000 km2, distribuídos em 46 municípios.

1.2. O Uso Hidroviário do Rio Itajaí-Acú

A navegação pelo rio Itajaí-Açu entre Itajaí e Blumenau era uma realidade no
final do século XIX. As primeiras famílias alemãs que chegaram ao Vale do Itajaí por
volta de 1890, e logo construíram naquela cidade inclusive um "porto", o Porto de
Blumenau. A navegação fluvial foi desparecendo em detrimento do desenvolvimento
do transporte rodoviário, fator que acabou também com as estradas de ferro que
beneficiavam a região.
Por volta de 1864 Blumenau tinha apenas 14 anos de existência e precisa
desenvolver sua atividade econômica, uma vez que a produção dos colonos,
embora pouca tinha que ser transportada para o litoral. Na época o governo da
Província de Santa Catharina fazia promessas de abrir duas estradas, uma de
Blumenau ao Porto de Itajaí e outra de Blumenau para a Serra Geral. Enquanto as
estradas ficavam só na promessa, Dr. Blumenau adquiriu uma pequena
embarcação movida a vapor passou a navegar no Rio Itajaí Açú rebocando
pequenas balsas chatas, levando ao Porto de Itajaí a produção da Colônia.
Em 1874 foi fundada em Desterro, capital da Província, a Companhia
Catarinense de Navegação que adquiriu o vapor São Lourenço para fazer uma linha
regular de cargas e passageiros entre a capital e Gaspar. O vapor não conseguia
chegar a Blumenau devido a corredeiras e pouca profundidade do rio na localidade
de Belchior. Com ele vinham as encomendas, mala postal e passageiros. Nesta
época quem tinha destino para Blumenau, desembarcava em Gaspar e vinha por
canoas ou por terra de carroça.
Porém em 1878 foi fundada em Blumenau a “Companhia de Navegação
Fluvial a Vapor Itajahy-Blumenau" que trouxe investimentos no setor, onde
encomendaram um vapor de maior capacidade destinado ao transporte de
passageiros e pequenas cargas. Construído na cidade alemã de Dresden, o vapor
foi batizado de "Progresso" e atravessou o Atlântico, a reboque, no ano de 1879.
Seu motor a vapor gerava 30cv e movia um par de rodas laterais. Media 22,80
metros de comprimento, 3,34 m de largura e 1,80 de altura, com calado de setenta
centímetros.
Quando o Progresso se tornou insuficiente para o escoamento da nossa
produção, a Companhia de Navegação encomendou um novo vapor. Ele chegou da
Europa desmontado e foi remontado em Itajaí. Batizado de Blumenau, sua viagem
inaugural aconteceu no dia 30 de maio de 1895 e a bordo vinha o Governador
Hercílio Luz. O novo vapor “Blumenau” realizava paradas em Gaspar e Ilhota e
levava 6 horas para cobrir o trajeto Blumenau - Itajaí. A viagem de retorno era feita
em 8 horas, devido a correnteza do rio.

1.3. Hidrovias no Brasil

A apropriação dos rios como via de transporte, originando as chamadas
hidrovias. As hidrovias são caminhos pré-determinados para o tráfego aquático, que
conta com intervenções diversas e normatizações necessárias para garantir, além
da segurança para a navegação, a sustentabilidade do recurso e o uso múltiplo das
águas.
Apresenta um grande interesse do ponto de vista econômico, pois as
embarcações que por elas se deslocam consomem pouco combustível em relação
às toneladas de mercadorias transportadas. Isso faz esse sistema de transporte ser
consideravelmente mais barato que as outras alternativas: rodoviárias, ferroviárias
e, principalmente, aeroviárias.
No Brasil, apesar das grandes bacias hidrográficas existentes, as hidrovias não
são muito utilizadas. O país optou por transportes rodoviários construindo grandes
rodovias paralelas aos locais navegáveis que diminuiriam o custo dos transportes.
Em 1980, foram elaborados projetos para o desenvolvimento da navegação
fluvial no Brasil, mas somente dez anos depois começaram a trabalhar nestes
projetos. O Brasil tem mais de 4.000km de costas navegáveis e milhares de
quilômetros de rios, os trechos mais importantes estão no sul e no sudeste do país.
Atualmente o país possui cinco hidrovias de importância econômica:
1. Hidrovia Araguaia-Tocantins: Durante as cheias do rio Tocantins, o trecho
navegável atinge 1.900km e no rio Araguaia atinge 1.100km.
2. Hidrovia São Francisco: É a mais econômica ligação entre o centro-oeste e o
Nordeste sendo totalmente navegável em 1.371 km. O principal trecho está entre as
cidades de Pirapora-MG e Juazeiro - BA.
3. Hidrovia da Madeira: O rio Madeira é um dos principais afluentes do rio
Amazonas.
4. Hidrovia Tietê-Paraná: Permite o transporte de grãos e outras mercadorias do
Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Possui 1.250 km navegáveis divididos em
450 km no rio Tietê e 800 km no rio Paraná.
5. Hidrovia Taguari-Guaíba: É a principal hidrovia em cargas transportadas. Possui
terminais intermodais que facilitam o transbordo da carga.

Vapor Blumenau que fazia o trajeto Blumenau - Itajaí

1.4. Fatores que Influenciam o Uso de Uma Hidrovia

De acordo com a morfologia do rio, pode-se classificá-los como rios de alto,
médio e baixo curso (Miguems, 1996). Os rios de alto curso percorrem regiões altas
e geralmente acidentadas, apresentando quedas rápidas e corredeiras, sendo
raramente largos e profundos, o que leva a condições precárias para a navegação.
Os rios de baixo curso, ou de planície, são os mais favoráveis à navegação,
por apresentarem uma declividade suave e regular. Seus principais obstáculos
dizem respeito ao depósito de sedimentos que se acumulam em pontos específicos
ao longo do curso, como no caso do Rio Itajaí-Açu no trecho que era utilizado pelo
Vapor Blumenau. Outra característica deste trecho é fundo de lama, barro ou argila,
que gera instabilidade do leito e por apresentarem um canal sinuoso, apesar de
razoavelmente profundo. Nos rios de baixo curso possui baixos custos para
adequação à navegabilidade, que se resume a sinalizações e correções dos canais
de navegação,
A localização climática também é um importante fator para a navegabilidade
de um rio. Enquanto, na zona equatorial, os rios apresentam profundidades mais
regulares graças à distribuição mais homogênea das chuvas ao longo de todo o
ano, na zona tropical e subtropical (menos rigoroso nesta), o contraste entre as
cheias e estiagens leva os rios a um regime irregular das águas.
O transporte aquaviário, incluindo o marítimo e o hidroviário interior, é
geralmente apontado como o meio mais eficiente e de menor custo.

1.5. Legislação Brasileira Sobre as Hidrovias

No Brasil, os planos e programas do setor de transportes e,
consequentemente, ao transporte hidroviário, estão definidas por ditames da
Constituição Federal do Brasil e por leis federais. Outro fato para ser registrado, é a
sanção da Lei no 5.917, de setembro de 1973, que aprovou o Plano Nacional de
Viação (PNV) e conceituou o Sistema Nacional de Viação (SNV), contendo os
modais de transporte (rodoviário, ferroviário, portuário, hidroviário e aeroviário) e o
sistema nacional de transporte urbano.
A competência legal para a administração desse subsistema é do DNIT. Cabe
a este órgão administrar, diretamente ou por meio de convênios de delegação ou
cooperação, os programas de operação, manutenção, conservação, restauração e
reposição da infraestrutura aquaviária; gerenciar a revisão de projetos de
engenharia na fase de execução e obras; e exercer o poder normativo relativo à
utilização da infraestrutura de transporte aquaviário (Lei no 10.233/2001, com nova
redação dada pela Lei no 11.314/2006). Portanto, cabe ao DNIT administrar as
obras de manutenção nas hidrovias, bem como os empreendimentos incluídos no
Plano Mais Brasil (PPA 2012-2015), que engloba obras complementares em
hidrovias e ampliação, modernização, recuperação e dragagens nos portos e até
construção de eclusas.

1.6. O Exemplo Holandês

Os famosos canais de Amsterdã foram resultado do bom planejamento da
cidade. A canalização das águas evitou que a cidade fosse inundada e fez com que
se criassem também vias adicionais para circulação. Amsterdã possui hoje ônibus
que trafegam pelas hidrovias dos canais e também barcos, que servem como
restaurante, residência e oficinas, atracados nos canais semicirculares.
Com a popularização do “Stand-Up paddle”, bastou unir o útil ao agradável.
Bem agasalhados e apostando no equilíbrio, alguns moradores começaram a usar
as pranchas com remo para se locomover pela cidade. A mania pegou tanto que
Amsterdã já promove até mesmo o “Hiswa Sup Tour”, uma espécie de pedalada,
mas em vez de sair de bike em grupo pelas ruas da cidade, os participantes saem
remando pelos canais.

1.7. O Uso do Rio Para Recreação

Além de ser uma maneira de aproveitar o tempo livre, muitas pessoas usam a
recreação como forma de socializar. Por exemplo, de acordo com a “American
Recreation Coalition”, 88% dos pais acreditam que participar de atividades
recreativas com seus filhos fortalecem as relações familiares. Os pais classificaram
o acampamento como a melhor atividade ao ar livre, seguida por caminhadas,
ciclismo e pesca.
A recreação é uma atividade essencial e crescente em todo o mundo. É uma
atividade que uma pessoa faz por prazer, geralmente para refrescar o corpo e a
mente. A recreação geralmente envolve algum grau de exercício, bem como visitas
a áreas que contêm corpos de água, como parques, refúgios de animais selvagens,
áreas selvagens, áreas de pesca públicas e parques aquáticos.
A recreação pode ser categorizada em dois tipos gerais: ativa e passiva. A
recreação ativa, que envolve participação direta, envolve atividades como jetski em
baías e caiaque pelos rios. A recreação passiva, envolvendo observação e
contemplação, inclui atividades como caminhar ao longo dos rios, tomar sol nas
praias e assistir a competições de natação.
Inúmeras pesquisas mostram que as atividades aquáticas estão entre as
atividades de recreação mais populares.
A presença de água contribui para muitas oportunidades recreativas para a
realização de atividades como a pesca, canoagem, esqui aquático, natação,
caiaque, rafting, canoagem, vela, etc. Essas atividades incluem caminhadas e
acampamentos.
Nos EUA a “Pesquisa Nacional sobre Recreação e Meio Ambiente (NSRE)” de
1994-1995 realizou a pesquisa mais extensa no país sobre os seus recursos
naturais. O NSRE foi um esforço cooperativo de pesquisa destinado a estabelecer
dados de referência e tendências para melhor entender o uso recreativo e as
atitudes do público. A pesquisa constatou que as quatro atividades recreativas mais
populares são visitar uma praia, caminhar por prazer, passear e reunir a família ao
ar livre. Os participantes examinados neste estudo mostraram forte envolvimento
recreativo geral.
O grupo de pessoas estudadas demonstrou um interesse muito maior pelas
atividades tradicionai, como a caça e a pesca. Outro grupo dominado por jovens do
sexo masculino que estavam envolvidos em uma ampla variedade de atividades
recreativas, especialmente aventuras junto a esportes aquáticos. E havia também o
grupo de pessoas interessadas atividades populares ao ar livre, como reunião de
família, piqueniques e caminhadas. A fim de melhorar o planejamento e a gestão
desses espaços utilizados para recreação, a pesquisa forneceu recomendações
para serviços e instalações apropriados nestas áreas e formulou políticas que
incentivam o uso adequado dos recursos naturais.
Com o aumento do interesse pelo meio ambiente e pela natureza, é importante criar
estratégias eficazes para o desenvolvimento de atividades recreativas para atender
à demanda crescente, especialmente em áreas próximas à água. Pesquisas
recentes mostram que as viagens de férias de longa distância estão sendo
substituídas por viagens de recreação mais frequentes e próximas ao lar. Como
resultado, a importância das oportunidades de recreação próximas às áreas
urbanas está sendo reconhecida como importantes locais de lazer e recreação.
As áreas recreativas próximas às áreas urbanas representam uma das
oportunidades mais importantes para atender à crescente demanda por recreação.
Um dos principais papéis do governo e de outras agências federais, estaduais e
locais é administrar as áreas de recreação. O aumento do acesso do público a
propriedades públicas e privadas será necessário no futuro, à medida que mais
pessoas passem mais tempo em atividades recreativas.

1.8. A Recreação em Cifras

De acordo com o “Bureau of Reclamation of EUA”, a recreação e o turismo
são a maior indústria nos estados ocidentais e o segundo maior empregador dos
EUA. A recreação ao ar livre nos Estados Unidos é uma indústria de US $ 350
bilhões, com aproximadamente US $ 140 bilhões atribuíveis a terras públicas e US $
40 bilhões a vias públicas. Recreação e viagens combinadas é uma das maiores
empresas do mundo.
A “Outdoor Industry Association” divulgou nos seus últimos estudos um
relatório inovador, “A economia de recreação ao ar livre: leve-a para fora para
empregos americanos e uma economia forte”, detalhando o impacto econômico da
recreação ao ar livre nos EUA.
Este relatório é um acompanhamento e expansão do relatório de impacto
econômico anterior encomendado pela associação da indústria "outdoor” demonstra
que a recreação ao ar livre é um grande negócio neste país (EUA).
O relatório conclui que a recreação ao ar livre é um setor maior e mais crítico
da economia americana do que a maioria das pessoas percebe, na ordem de:
 6,1 milhões de empregos diretos americanos;
 US $ 646 bilhões em gastos diretos do consumidor a cada ano;
 US $ 39,9 bilhões em receita de impostos federais;
 US $ 39,7 em receita tributária estadual / local;
Os participantes de recreação ao ar livre gastam US $ 86 bilhões por ano em
esportes aquáticos (caiaque, stand-up paddle, rafting, canoagem e navegação
motorizada), o segundo maior fluxo de receita, com o acampamento na liderança
em US $ 142 bilhões. Os esportes aquáticos suportam diretamente mais de 800.000
empregos anualmente. O relatório afirma o que já sabemos, o prazer e a proteção
dos grandes espaços ao ar livre são simplesmente valiosos. A recreação
impulsiona a economia e cria empregos.
Dados do Travel Leaders Group e da Adventure Travel Trade Association
(ATTA) apontam que o mercado global de turismo de aventura representa
atualmente US$ 683 bilhões em negócios. Considerando que em 2013 o valor
estimado foi de US$ 375 bilhões, nota-se que é um setor em potencial crescimento.
Segundo um levantamento realizado pelo portal americano US News & World
Report, pela consultoria BAV e pela escola de negócios Wharton, da Universidade
da Pensilvânia, nos Estados Unidos. As belas paisagens, o clima favorável e a vasta
oferta de atividades que o Brasil oferece aos amantes da aventura foram alguns dos
critérios positivos que posicionam o país em primeiro lugar no ranking como destino
para prática de esportes de aventura. O estudo, apresentado em 2017, incluiu 80
países e mais de 16 mil pessoas foram entrevistadas.
No Brasil, durante a “Adventure Sports Fair” que ocorre todos os anos em São
Paulo, foi realizada uma pesquisa com os visitantes da edição 2017. Concluiu-se
que 80% do público viaja ao menos duas vezes por ano com foco nos esportes e
turismo de aventura, 47,2% é praticante regular e/ou atleta amador e 50,4% deles
se identificam com a vida ao ar livre e querem entrar para esse universo. Entre as
modalidades mais populares no Brasil, de acordo com o Ministério do Turismo,
estão o voo livre, bungee jump, paraquedismo, canionismo, mountain bike, rafting,
mergulho, canoagem, escalada, balonismo, windsurfe e kitesurfe.
Dessa forma se evidencia como nossos recursos fluviais estão sendo mal
aproveitados, e quanta receita está sendo deixada de ser gerada.

2. Objetivos

1. Chamar atenção das comunidades do entorno do Rio Itajaí-Açú para seu uso
recreacional;
2. Alertar o Poder Público quanto ao descaso e abandono da utilização
hidroviária na região;
3. Incentivar a população a cuidar do rio, evitando o despejo de efluentes sem
tratamento;
4. Tornar a rota Blumenau - Itajaí uma atração de aventura;
5. Atrair infra-estrutura nas margens do rio para atrair famílias e pessoas
dispostas a desfrutar de lazer ao longo de suas margens;
6. Fomentar o esporte de aventura aquatica ao longo do rio;
7. Registrar as belezas naturais do caminho através de recursos de multimídia;
8. Fazer uma expedição para avaliar a realização de um passeio aberto para a
população em geral;
9. Mapear os problemas encontrados no trajeto da expedição;
10. Realizar um passeio aberto ao público, partindo do antigo “porto de
Blumenau” rumo a foz do rio;
11. Incentivar a utilização do rio novamente como hidrovia;
12. Conseguir patrocinadores para o passeio aberto ao público.

3. Metodologia

Para a realização deste projeto, será feito primeiramente uma expedição por
um pequeno grupo de canoístas com experiência em esportes radicais e vida
outdoor, partindo do antigo porto de Blumenau, próximo a foz do ribeirão Garcia.
A partir daí todo o trajeto será registrado por GPS, e as belezas do entorno
registradas por meio de fotografias e filmagens. Como se trata primeiramente de
uma expedição de reconhecimento, será carregado todo equipamento necessário
para acampamento e alimentação para dois dias e uma noite.
Nesta expedição de reconhecimento serão identificados vários fatores, como
as principais dificuldades do trajeto, velocidade média e sua relação com a variação
de maré e ventos. Também será avaliado a facilidade para achar locais para
acampar e locais nas margens que podem dar fácil acesso a estradas do entorno
para resgate/acesso a veículos e/ou compra de suprimentos se necessário.
Os locais com potencial para camping, acesso a locais com suprimentos, serão
marcados por pontos de GPS para posterior mapeamento a avaliação em mapas
virtuais.
Ao final da expedição será feito um relatório com as condições encontradas,
com a seleção de imagens mais representativas e avaliação para a organização de
um passeio deste tipo aberto ao público em geral amantes de esportes de aventuras
aquáticas. Caso este passeio se mostre possível, ocorrerá na data da primeira
navegação do vapor Progresso, no dia 09 de dezembro, ou na data da primeira
navegação do vapor Blumenau, no dia 30 de março, em homenagem a história da
navegação da região.
Os participantes serão pessoas comuns com espírito aventureiro e
responsabilidade, com alguma experiência e gosto por atividades “outdoor”, pois a
ideia é mostrar que não precisa ser um “super ser-humano” para realizar este tipo
de aventura.
E por último também será feito um “release” com parte do material fotográfico
para divulgação na imprensa e também um possível documentário se for coletado
material suficiente para isso.

5. Resultados Esperados

Espera-se chamar a atenção por onde passarmos no entorno dos municípios
já como estratégia de marketing para o grande passeio que será aberto ao público.
Também há a expectativa de avaliar positivamente um evento aberto para
várias pessoas, mapeando os riscos, dificuldades e facilidades.
Assim que findar a expedição exploratório, tão breve quanto possível será
apurado todo o material de multimídia coletado, o mapeamento de lugares
relevantes para a produção dos meios de divulgação na forma de release, material
fotográfico e vídeo. Também a adição dos pontos geográficos coletados em
aplicativo aberto amplamente usado pela grande massa.
Este projeto ocorre apenas com aporte financeiro dos participantes, e está
aberto a apoiadores externos, que em contra partida terão suas marcas e logotipos
adesivadas nos caiaques e também aparecerão nos materiais de divulgação.

6. Perfil dos Participantes da Expedição Exploratória

6.1. Ralf Otto Hosang
Biólogo e amante da natureza, nascido em Blumenau em 1980. Desbravador
de trilhas em meio a mata desde 1992 utilizando “moutain bike” e “Hiking”
geralmente solo. Após acidente em 2016 teve que abandonar o ciclismo,
substituindo este hoby pelo “kayaking” e natação. Desde 1999 se dedica a prática
do surfe. Também se aventura em fotografia e na edição de vídeos. É também o
idealizador do presente projeto.

6.2. Felipe Colvara Teixeira
Fotógrafo formado em Publicidade e Propaganda, professor de fotografia em
universidades. É idealizador do projeto “KombiNacomFoto”
(http://kombinacomfoto.blogspot.com/). Aventureiro de longa data, campista e
viajante, também percorre o país com sua kombi ensinando fotografia.
Recentemente participou do projeto Rondon, fazendo a cobertura fotografica.
Também é skatista, empreendedor do ramo de confecção e promotor de eventos.

6.3. Claudio Augusto da Silva
Músico, com 38 anos de idade, blumenauense e praticante de esportes
radicais como surf, mountain bike e skate desde a adolescência e jamais deixou de
pratica-los.
Em 2017, desceu pelo rio Itajaí-açú de “SUP” (stand up paddle) de Blumenau,
partindo da prainha até o final da rodovia Jorge Lacerda próximo a BR 101. Foi
acompanhado de mais três colegas, sendo dois remando de SUP e outros dois de
caiaques com o mesmo objetivo, de chegar ao mar, mas não foi possível devido ao
planejamento ter sido limitado para um dia apenas. O percurso foi feito em 13h (11
horas em movimento) num total de 45km de distância.

7. Patrocínio / Apoio

Para a realização deste projeto, além do conhecimento técnico, preparo físico
e mental, existe a necessidade de vários matériais, que possuem valor elevado, e
quanto mais ajuda tivermos, menos teremos que esperar para conseguir
economizar e guardar o valor suficiente para a materialização da ideia. Os
equipamentos podem ser emprestados também.
Dentre os equipamentos, listaremos alguns aqui abaixo:
 Caiaque oceânico ou específico para travessia (sendo um duplo para
facilitar a captura de imagens e manipulação do GPS dentro do cockpit);
 Camisa manga longa “dry” com proteção U.V;
 Calça “dry” para caso o caiaque seja do tipo “sit on top” (aberto)
 Jaqueta tipo “Anorak” para abrigo do tempo;
 Barraca para caso seja necessário pernoitar ao longo da margem do rio;
 Carregador de baterias por energia solar para carregamento de
“gadgets”
 Transporte de todo equipamento para o ponto de partida e do ponto de
chegada;
 Mochila de hidratação;
 Sacos/mochilas do tipo estanque.
 Autorização do restaurante Tapyoca em Blumenau para usar o
estacionamento como porto de partida, assim como autorização da
Marina de Itajaí para sua utilização como porto de chegada.
Todo o material utilizado poderá ser utilizado para divulgar marcas dos
patrocinadores/apoiadores.

8. Retorno de Mídia

Todos os apoiadores e patrocinadores serão divulgados, a não ser que não seja
autorizado. Esta divulgação poderá acontecer das seguintes maneiras:
 Através de adesivos oferecidos pelo patrocinador para aplicar nos caiaques;
 Vestimentas com logomarcas estampadas oferecidas pelo patrocinador;
 Logotipos impressos em todos os materiais de divulgação produzidos, como
“releases” matérias para jornais, pôsteres, banners, e nos créditos de vídeos.
Se o patrocinador não tiver adesivos ou vestimentas com suas logos, a equipe deste
projeto se prontifica a procurar orçamentos de material (camisetas estampadas,
adesivos, etc.) para apreciação do financiador.

9. Referências

A importância dos Rios. Disponível em:
<https://www.mundovestibular.com.br/articles/4268/1/A-IMPORTANCIA-DOS-RIOS/
Paacutegina1.html> Acesso em 14 de fevereiro de 2019.
Bacia Hidrográfica do Vale do Itajaí. Disponível em :
<http://campeche.inf.furb.br/sisga/educacao/ensino/baciaValeItajai.php> Acesso em
27 de janeiro de 2019.
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<http://seagrant.oregonstate.edu/crt>. Acesso em 24 de janeiro de 2019.
Cordell, H. Ken et al.An Analysis of the Outdoor Recreation and Wilderness
Situation in the United States: 1989–2040. General Technical Report RM-189.Fort
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<http://www.fs.fed.us/pl/rpa/rec89.htm> Acesso em 25 de janeiro de 2019.
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<https://brasilescola.uol.com.br/geografia/hidrovias.htm>. Acesso em 23 de fevereiro
de 2019.
Em Amsterdã, além de esporte, o Stand Up é também uma alternativa limpa de
transporte urbano; Catraca Livre. Disponível em
<https://catracalivre.com.br/cidadania/em-amsterda-alem-de-esporte-o-stand-up-etambem-
uma-alternativa-limpa-de-transporte-urbano/> Acesso em 23 de fevereiro
de 2019.
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<https://www.americanrivers.org/rivers/discover-your-river/river/>. Acesso em 26 de
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Kakoyannis, C; Stankey, G. H. 2002. Assessing and evaluating recreational uses of
water resources: implications for an integrated management framework. Gen. Tech.
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Mercado do Turismo de Aventura Movimenta US$ 683 Bilhões no Mundo.
Disponível em: <http://www.qualviagem.com.br/mercado-do-turismo-de-aventuramovimenta-
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MIGUEMS, A. Navegação: a ciência e a arte.v. 3. Niterói, 1996.
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WITTMANN, A.C.R. - A ferrovia no Vale do Itajaí: Estrada de Ferro Santa Catarina -
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